Prática versus Teoria
Por Keila Baraçal
Até onde podemos trabalhar 100% com a prática? Para que serve a Teoria? No auge do sexto semestre da graduação, essas são alguns questionamentos feitos pelos estudantes de jornalismo.
Quando de ingressa no curto o louco desejo de fazer matéria, produzir matéria para todos os veículos é a maior vontade do jovem estudante. E assim é feito o processo. Muitas matérias práticas, valiosas experiências como repórter, produtor e editor são adquiridos neste primeiro momento.
Mas depois que a parte prática se transforma em “mamão com açúcar “, começamos a sentir falta de algo. E esse algo pode sim ser encontrado na teoria. Existem teóricos no meio da comunicação que podem ajudar a enriquecer o texto jornalístico (vide lista de livros nos posts abaixo).
Escrito por Keila Baraçal às 10h00
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As fontes

Por Keila Baraçal
A fonte, ou seja, os entrevistados da reportagem, é o elemento que dá o formato da matéria. O estilo do jornalista também ajuda na missão de se fazer uma matéria de qualidade, mas a utilização de boas fontes é também muito importante.
Todo texto jornalístico que se preze tem fontes, citações, sonoras (depende do meio referenciado).
Mais do que usar fontes de cunho oficial (porque é mais fácil e demanda menos tempo de procura), o repórter tem de procurar personagens anônimos, desconhecidos da grande massa. Muitas vezes aí está o grande brilho da matéria.
Fontes colhidas de todas a maneiras, coleta de várias versões do mesmo darão somente mais credibilidade à matéria.
Escrito por Keila Baraçal às 09h33
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Matérias para web
Por Keila Baraçal
Já que estamos num blog, a dica vai para o estudante que gosta de usar a Internet como ferramenta de trabalho.
O texto de web é talvez um dos mais novos no meio jornalístico. Entretanto, muitos profissionais da área ainda não sabem definir com clareza o que é webjornalismo – ou jornalismo digital.
Pelo fato da Internet ser um veículo novo para se disponibilizar notícias, tudo está em fase de experimentação.
Sabe-se, por exemplo, que o texto de web tem de ser ágil, rápido. Tudo isso porque, quem se informa pela Internet, não quer perder tempo com matérias longas. A pessoa quer apenas ser informada sobre acontecimentos do dia, do momento.
Claro que alguns princípios éticos do jornalismo são imprescindíveis para qualquer meio. A apuração e a checagem das fontes são fundamentais para a web.
E, sempre, alguns cuidados devem ser tomados. Devemos evitar ao máximo o famoso CTRL+C, CTRLV. A matéria perde credibilidade, e conseqüentemente, perde leitores.
Por fim, na página trabalhada, o jornalista deve sempre mantê-la atualizada. Esse, é sem dúvida a maior característica do webjornalismo – a rapidez.
Escrito por Keila Baraçal às 09h19
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Frases sobre Jornalismo
Por Isabelle Bertinet
Aí vão algumas frases sobre Jornalismo. Se você conhece outras, mande um e-mail para nós!
- Quando um jornalista quer se suicidar, sobe em seu próprio ego e se atira lá de cima. Anônimo
- Jornalismo é tudo aquilo que consigo enfiar entre um anúncio e outro. Barão de Beaverbrook
- Jornalista é um homem que errou de profissão. Otto Bismark
- Quando um cachorro morde um homem, isso não interessa, porque acontece com freqüência. Mas se um homem morder um cachorro, o fato torna-se notícia. John Bogart
- Três jornais me fazem mais medo do que cem mil baionetas. Napoleão Bonaparte
- Quem mais manda na mídia é você, meu caro leitor ou espectador. E você, consumidor, é o mal da imprensa. Editores quebram a cabeça diariamente para agradá-lo. O mal da imprensa é que ela não ousa mais desagradar ao seu leitor. Simplicidade verbal não é sacrifício de complexidade. A glória da imprensa foi feita por gente com opiniões fortes e inconformistas. Paulo Francis
- Não há fatos, só interpretações. Nietzsche
- A Imprensa não ganha eleição. Mas ajuda a perder.
Getúlio Vargas
- Às vezes, a única coisa verdadeira num jornal é a data. Luis Fernando Veríssimo
- O jornalismo é a arte de mentir sinceramente. George Patiño
Escrito por Redação às 14h29
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Outras frases...
- Supõe, erra, distorce. Mas é como um ar poluído: não se vive sem ela. Deni Gould
- Eu não preciso ler jornais / Mentir sozinho eu sou capaz. Raul Seixas
- Tudo o que faço é jornalismo e nada que não seja jornalismo sobreviverá. Bernard Shaw
- A notícia é bicho que foge quando fareja medo. Flávio Alcaraz Gomes
- O papel do jornalista na sociedade é dar informações da sociedade para a sociedade. James Linde
- O jornalista é um servidor público, não um político. James Linde
- Jornal que não se atualiza morre. Correio Braziliense
- Reconhecer os próprios erros não é humildade, não. Reconhecer e aprender com os próprios erros é ambição. Pedro Bial
- Nenhum entrevistado jamais saiu vencedor numa entrevista. Garson Kanin
- Assim que o jornal se apropria de uma notícia, os fatos se perdem para sempre - até mesmo para os protagonistas. Norman Mailer
- Em fins dos anos 60, a imprensa descobriu o jornalismo econômico. No início dos anos 70, o jornalismo de negócios. No fim dos 70, o jornalismo crítico. No início dos 80, o jornalismo de serviços. No fim dos 80, o jornalismo denunciatório. No início dos 90, falta à imprensa se descobrir. Luís Nassif
Escrito por Redação às 14h28
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Mais frases...
- Sair na primeira página ou na página trinta depende do medo que eles têm de você. Richard Nixon
- Trabalho pelo olfato. Quando sinto algo fedendo, vou atrás. Drew Pearson
- Não há perguntas embaraçosas - só respostas embaraçosas. Carl Rowan
- O jornalista é forte e poderoso não pelo bem que ele faz, mas pelo mal que pode fazer. Ibrahim Sued
- A imprensa é a vista da nação. Rui Barbosa
- A liberdade do jornalista não pertence ao jornalista, pertence à sociedade. José Arbex Jr.
- Não existem crimes, trapaças e vícios que devam ficar em segredo. Revelem e denunciem esses fatos pela imprensa e um belo dia o público não os admitirá mais. Joseph Pulitzer
- Jornalismo é oposição. O resto é armazém de secos e molhados. Millôr Fernandes
- O Patrão do jornalista é o leitor. Natalino Norberto
- Os anúncios em um jornal dizem mais a respeito da política e da comunidade do que as colunas editoriais. Henry Ward Beecher
Fonte: Parem as Máquinas
Escrito por Redação às 14h27
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A PRODUÇÃO DE UMA MATÉRIA PARA UM TELEJORNAL

Por Isabelle Bertinet
Na faculdade, as disciplinas práticas são muito importantes na preparação do aluno para o mercado de trabalho. Em vista disso, para a disciplina de telejornalismo, muitas instituições simulam a produção de um telejornal completo.
Na seqüência, você vai acompanhar uma série de posts relacionados à produção de uma matéria para um telejornal. Cada um deles explica um dos processos pelos quais os alunos têm que passar na hora da produção.
Escrito por Redação às 17h05
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A matéria
Por Isabelle Bertinet
Uma reportagem simples deve conter os seguintes itens:
- Passagem:
É quando o repórter aparece na matéria.
- OFF:
É quando se ouve a narração do repórter, junto a imagens que ilustram o que ele está dizendo. Uma reportagem simples normalmente tem de 2 a 3 OFFs.
- Sonoras: São as entrevistas da matéria. Quanto mais fontes, melhor.
Escrito por Redação às 17h03
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A gravação

Por Isabelle Bertinet
Antes de qualquer coisa, um conselho: sempre é melhor ter sobra de imagens, do que a falta. Por isso, quando for gravar, a equipe deve pensar em captar um número de imagens suficientes para cobrir os OFFs da matéria.
No caso de gravação com equipe, não espere que ela escolha as imagens por você. Esteja sempre preparado para dar sugestões de imagens, ângulos, luz, etc.
No caso de sonoras, se na primeira tentativa de gravação, a entrevista não ficar boa, não tenha medo de pedir desculpas ao entrevistado e gravar novamente. É a qualidade do produto final que está em jogo!
Na passagem, não se contente com o primeiro acerto de texto. Lembre-se, nós sempre podemos fazer melhor! Por isso, se garanta no mínimo, com três boas tentativas.
Escrito por Redação às 17h02
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A função de repórter

Por Isabelle Bertinet
Prepare SEMPRE com antecedência as perguntas que serão feitas ao entrevistado. Entretanto, não se prenda somente a elas. No decorrer da entrevista, em função do que o entrevistado estiver declarando, reformule suas perguntas.
Para se realizar uma boa passagem, tente não decorar o texto, mas sim entender o significado daquilo que vai dizer. O texto decorado, muitas vezes fica forçado. Antes de começar a gravar, faça uma pausa, respirando fundo e fale sempre o número da tentativa de gravação. Antes de começar a falar o texto, diga: 3, 2, 1. Assim, o cinegrafista já sabe quando deve iniciar a gravação.
Tente escolher uma roupa adequada ao clima e tema da matéria. A roupa do repórter é muito importante para dar credibilidade e seriedade tanto á própria reportagem, quanto ao jornal.
Escrito por Redação às 17h01
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A decupagem
Por Isabelle Bertinet
O primeiro passo é decupar a fita. Isto significa que o editor deve assistir as gravações com bastante atenção e escolher as melhores imagens e sonoras (entrevistas) que poderão ser utilizadas na edição da matéria.
Atenção! Antes de realizar a decupagem é preciso voltar a fita desde o início! Quando estiver escolhendo as imagens nunca aperte “STOP”, se não a contagem recomeça de onde parou. Sempre utilize o “PAUSE”!
A cada imagem escolhida deve-se anotar o tempo (que marca o vídeo) do início e fim do take. No caso das sonoras é importante que o editor anote a deixa inicial (primeira frase) e final (última frase) do entrevistado.
Escrito por Redação às 17h00
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A edição
Por Isabelle Bertinet
É cômodo pensar que o editor só deve entrar em ação quando está com todas as imagens em suas mãos. Entretanto, se houver a possibilidade dele acompanhar a matéria desde a produção da pauta, fica muito mais provável, que o produto final seja de boa qualidade.
As imagens estão em suas mãos, e agora o que fazer?
Na maioria das faculdades, a edição é auxiliada por um técnico. Assim, antes de começar a captar as imagens é importante que você explique e contextualize a idéia da matéria a ele.
Para que a edição não se torne um processo chato e longo, é interessante que o editor já chegue na ilha de edição com a seqüência da matéria em mente. Músicas, efeitos especiais, fotos, ordem das imagens, etc... Tudo isso deve ser pensado com antecedência.
Editada a matéria, é hora de passá-la para uma outra fita. Não se esqueça de deixar uma margem antes do início da matéria para não haver problemas de corte na hora da reprodução.
Antes de entregar a fita ao editor-chefe do jornal, não se esqueça de etiquetá-la, escrevendo a retranca e tempo total.
Escrito por Redação às 16h59
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A lauda
Por Isabelle Bertinet
Feita a edição, é hora de fazer a lauda referente à matéria.
A lauda deve ser escrita na fonte ARIAL, tamanho 10 e em CAIXA ALTA.
O GC é o crédito que deve existir a cada vez que uma pessoa aparece na tela. Assim, para todo entrevistado, deve haver um GC com o seu nome e profissão.
A sugestão de cabeça é um texto que servirá de chamada para a matéria na hora do programa. É o apresentador quem lê a cabeça. Após cada ponto deve haver uma barra. Isso serve para uma maior visibilidade da pontuação na hora da leitura, facilitando o trabalho do apresentador. Na última frase, o ponto final deve ser acompanhado de 2 barras.
Escrito por Redação às 16h56
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MODELO DE LAUDA
Por Isabelle Bertinet
EDITOR: RETRANCA: DATA: TEMPO:
(nome) (nome da matéria) (tempo da matéria + cabeça)
CABEÇA
RODA VT Nº (número da fita) SOM DO VT
T: (tempo da matéria)
GC1: (Exemplo)
ISABELLE BERTINET
REPÓRTER
GC2:
GC3: DEIXA FINAL: (última frase ou som da matéria)
Escrito por Redação às 16h53
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Matéria de Jornal Impresso
Por Keila Baraçal
As reportagens feitas para mídia impressa é, talvez a mais fácil de ser produzida. Claro que existem algumas exceções. Matérias especiais, por exemplo, demandam um tempo extra para que sejam entrevistadas as devidas fontes, bem como a chegagem de todo o material.
Normalmente, é entregue ao repórter uma pré pauta. Nela constam alguns dados básicos, como assunto da matéria, dados das fontes mais importantes, local onde ela pode ser encontrada etc.
Cabe ao repórter, portanto, fazer o primeiro contato com a fonte e em seguida fazer as entrevistas que sejam relevantes. Muitas vezes, a partir do contato com a fonte que aparece na pauta, é possível entrar conversar com outros entrevistados que tenham importância comparada.
Pelo fato de ser um meio impresso, muitas vezes a entrevista depende de quem está fazendo a própria matéria. Não é necessário o uso de equipamentos sofisticados. O máximo que se usa, é um gravador de mão. Entretanto, na correria do dia a dia, um bloquinho de notas e uma caneta já se fazem valer.
Feitas as entrevistas, é hora de transformar o material em texto, passar para o papel as informações que sejam mais relevantes. Cabe ao repórter também fazer esse julgamento. Pronto! A matéria está pronta para ser revisada pelo editor.
Escrito por Keila Baraçal às 09h11
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